Logo após um surto de
mais uma lembrança amedrontadora, e da ajuda inestimável do Garotinho, Any
consegue se recompor, e a sorrir novamente. Ela consegue voltar para casa,
feliz, sorridente, e sua mãe se apercebe disso, e certamente sabe onde ela
estava. Sua mãe gentilmente lhe pergunta: “ – Filha, como ele está ?”
Any prontamente
responde, sorridente: “ – Ele está bem mãe.. Parece que está melhor,
melhorando! Isso é bom.”
“ – Que maravilha
minha linda, você sabe que eu gosto muito de sua amizade com ele, e vou sempre
te apoiar, e ajudar no que precisares.” Disse a Mãe.
“ – Sim Mãe, muito obrigado. Eu vou para o meu quarto.”
Disse Any.
Any deita em seu
quarto, e viaja novamente, relembra coisas, dias, momentos felizes, mas ela
para em um, e começa a revivê-lo, começa a quase literalmente viver novamente
esse dia, essas lembranças, a Rua novamente lhe prende a uma lembrança.
-
“ – Any!! Venha
logo!! Tente me pegar!! hahaha!” Grita o Garotinho.
“ – Corra!! Irei te pegar! Hahaha!” Any responde
alegremente.
Ambos brincam na rua,
de “pega-pega”, se divertem, a Mãe de Any nunca a viu tão feliz, parada no
portão, observa os dois brincando, mas logo entra.
Any e o Garotinho
brincam, estavam lendo um livro, mas aos poucos foram se cutucando, e acabou
nesta brincadeira, Any corria, o pegava, ele da mesma forma ia, e à tocava, e
assim a brincadeira se estendia por um tempo... – Digno de se lembrar, que neste dia, Zuk estava a distância, sem
entender essa brincadeira, observando a ambos, sem expressar nenhum sentimento,
apenas analisando, calculando, observando cada movimento, e cada aspecto de
ambos, por que estava fixo nisso? De que agrado lhe tem essas observações?
– ...mas logo as coisas começaram a
piorar. – Any deitada na sua cama, começa neste ponto a suar frio. O que
acontece a seguir? – A mãe do garotinho, chegando ao portão, vê os dois
brincando, correndo e se cansando, logo entra em desespero e grita para ambos:
“ – O que vocês estão
fazendo?? Entre agora para casa, venha tomar um banho!! Any, vá para sua casa,
não quero mais ver você andando com o meu filho! Saia de perto dele! Você já se
esqueceu?! O que tens na cabeça? ...”
Nisso, Any se rompe
em choro, e entra correndo para sua casa. – Nesse ponto, Any em seu quarto começa
a lacrimejar bastante. – Ela entra com tudo em seu quarto, sua Mãe se apercebe,
ouviu os gritos, mas não entendeu, ela entra no quarto e pergunta a Any o que
houve. Any em meio à fala e choro, conta a sua Mãe o ocorrido. Ela tenta
consolá-la, mas de pouco funciona.
-
Any volta a si, sua
lembrança acaba neste ponto, ela limpa o rosto, molhado pelas lágrimas, e pelo
suor, desta vez a lembrança não a deixou tão abalada, foi uma lembrança mista,
de extrema felicidade, e decepção, mas como Any lida com isso hoje? De certa
forma, ela entendeu o que ocorreu aquele dia, e por isso consegue conviver com
essa lembrança, consegue suportá-la hoje, pois a compreende, e como o Garotinho
à ajudou a compreender e a entender a lembrança de seu irmão, a lidar com ela,
a poder superá-la, de alguma forma, ela conseguiu vencer essa lembrança, mas
como ? O Garotinho à ajudou novamente mesmo sem poder vê-la ? Ou pelo consolo,
sua Mãe à ajudou ?
Any passa a entender,
que ai está a toxina que a bela flor contêm, que por mais bela, tem de ser
manuseada com cuidado, para não se ferir com a toxina, e esse desentendimento,
ou vários outros, ou um problema grave é o resultado desse “tóxico” que Any se
feriu neste dia, e quais serão as consequências, ou os motivos por ter se ferido
? E porque o Garotinho não podia brincar ? Será essa toxina tão forte quanto a
amizade de ambos ?
... (continua)
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