segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Rua das Histórias - #5 - A Toxina


 Logo após um surto de mais uma lembrança amedrontadora, e da ajuda inestimável do Garotinho, Any consegue se recompor, e a sorrir novamente. Ela consegue voltar para casa, feliz, sorridente, e sua mãe se apercebe disso, e certamente sabe onde ela estava. Sua mãe gentilmente lhe pergunta: “ – Filha, como ele está ?”

 Any prontamente responde, sorridente: “ – Ele está bem mãe.. Parece que está melhor, melhorando! Isso é bom.”

 “ – Que maravilha minha linda, você sabe que eu gosto muito de sua amizade com ele, e vou sempre te apoiar, e ajudar no que precisares.” Disse a Mãe.

 “ – Sim Mãe, muito obrigado. Eu vou para o meu quarto.” Disse Any.



 Any deita em seu quarto, e viaja novamente, relembra coisas, dias, momentos felizes, mas ela para em um, e começa a revivê-lo, começa a quase literalmente viver novamente esse dia, essas lembranças, a Rua novamente lhe prende a uma lembrança.

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 “ – Any!! Venha logo!! Tente me pegar!! hahaha!” Grita o Garotinho.


 “ – Corra!! Irei te pegar! Hahaha!” Any responde alegremente.

 Ambos brincam na rua, de “pega-pega”, se divertem, a Mãe de Any nunca a viu tão feliz, parada no portão, observa os dois brincando, mas logo entra.

 Any e o Garotinho brincam, estavam lendo um livro, mas aos poucos foram se cutucando, e acabou nesta brincadeira, Any corria, o pegava, ele da mesma forma ia, e à tocava, e assim a brincadeira se estendia por um tempo...    – Digno de se lembrar, que neste dia, Zuk estava a distância, sem entender essa brincadeira, observando a ambos, sem expressar nenhum sentimento, apenas analisando, calculando, observando cada movimento, e cada aspecto de ambos, por que estava fixo nisso? De que agrado lhe tem essas observações? –   ...mas logo as coisas começaram a piorar. – Any deitada na sua cama, começa neste ponto a suar frio. O que acontece a seguir? – A mãe do garotinho, chegando ao portão, vê os dois brincando, correndo e se cansando, logo entra em desespero e grita para ambos:

 “ – O que vocês estão fazendo?? Entre agora para casa, venha tomar um banho!! Any, vá para sua casa, não quero mais ver você andando com o meu filho! Saia de perto dele! Você já se esqueceu?! O que tens na cabeça? ...”

 Nisso, Any se rompe em choro, e entra correndo para sua casa. – Nesse ponto, Any em seu quarto começa a lacrimejar bastante. – Ela entra com tudo em seu quarto, sua Mãe se apercebe, ouviu os gritos, mas não entendeu, ela entra no quarto e pergunta a Any o que houve. Any em meio à fala e choro, conta a sua Mãe o ocorrido. Ela tenta consolá-la, mas de pouco funciona.

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 Any volta a si, sua lembrança acaba neste ponto, ela limpa o rosto, molhado pelas lágrimas, e pelo suor, desta vez a lembrança não a deixou tão abalada, foi uma lembrança mista, de extrema felicidade, e decepção, mas como Any lida com isso hoje? De certa forma, ela entendeu o que ocorreu aquele dia, e por isso consegue conviver com essa lembrança, consegue suportá-la hoje, pois a compreende, e como o Garotinho à ajudou a compreender e a entender a lembrança de seu irmão, a lidar com ela, a poder superá-la, de alguma forma, ela conseguiu vencer essa lembrança, mas como ? O Garotinho à ajudou novamente mesmo sem poder vê-la ? Ou pelo consolo, sua Mãe à ajudou ?

 Any passa a entender, que ai está a toxina que a bela flor contêm, que por mais bela, tem de ser manuseada com cuidado, para não se ferir com a toxina, e esse desentendimento, ou vários outros, ou um problema grave é o resultado desse “tóxico” que Any se feriu neste dia, e quais serão as consequências, ou os motivos por ter se ferido ? E porque o Garotinho não podia brincar ? Será essa toxina tão forte quanto a amizade de ambos ?


... (continua)


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